quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A Verdade Política

Tenho participado de muitas discussões em grupos sobre o estado da economia e do governo no Brasil. É fácil para as pessoas se queixam dos altos impostos que pagam, a grande quantidade de corrupção em altos cargos, o mau estado das estradas, etc. E, em seguida, dizer "Isto é o Brasil". Mas quando as pessoas fazem isso, na verdade eles estão aceitando a situação atual.

Acredito que a maioria da gente não entende a causa verdadeira de tais situações que temos neste país.  Abaixo é um artigo pelo Fernando Ulrich, do Instituto Ludwig von Mises Brasil, que alista dez ações de erro que afeitam negativamente o bem estar do povo do Brasil.

Os 10 pecados capitais da política econômica do governo Dilma
por Fernando Ulrich, sábado, 25 de outubro de 2014

celsohome.jpgO brilhante economista Thomas Sowell certa vez disse que:
A primeira lição da economia é a da escassez: nunca há uma quantidade suficiente de alguma coisa de modo a satisfazer todos que a desejam.
Já a primeira lei da política é ignorar a primeira lição da economia.
A política econômica do governo tem insistido em ignorar as leis econômicas. Mas as leis econômicas não têm ideologia. E, assim como a lei da gravidade, as leis econômicas agem inexoravelmente sobre todas as pessoas (e governos também!).
Vejamos os dez pecados capitais da política econômica do governo Dilma.
1. Inflação
A definição clássica de inflação é 'aumento na quantidade de dinheiro na economia'.  O que causa esse aumento da quantidade de dinheiro na economia é a expansão do crédito feita pelo sistema bancário, que pratica reservas fracionárias, e pelo Banco Central, que protege e dá sustentação a este sistema. (Mais detalhes aqui).
Aumento de preços, portanto, é uma mera consequência da inflação.  A desvalorização da moeda é a consequência dessa política de inflação.
Os pobres são sempre os mais prejudicados.
Não é culpa da China nem da falta (ou excesso) de chuvas. Tampouco são o tomate ou o chuchu os grandes vilões da inflação. Por meio do Banco Central, somente o governo pode imprimir moeda. A leniência com a perda de poder de compra do real está cada vez pior. O centro da meta da inflação já não é perseguido há alguns anos, e não há perspectiva de atingi-lo rapidamente. O IPCA dos últimos 12 meses está em 6,75%.
2. Bancos Públicos
Fazendo ressurgir os velhos problemas das décadas perdidas, hoje os bancos públicos são responsáveis por mais da metade de todo o estoque de crédito no país. E como a expansão creditícia é essencialmente uma forma de criar moeda, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES são hoje grandes motores da inflação brasileira.
Veja todos os detalhes aqui.
3. Controle de preços
Se controlar os preços funcionasse, o Plano Cruzado teria sido um sucesso.
O preço da energia elétrica é controlado, o preço do petróleo está artificialmente represado, as tarifas de transporte público são determinadas por vontade política, o preço do crédito (taxa de juros) é manipulado etc.
E apesar disso tudo, o IPCA está acima do teto. Alguém acredita que esse índice realmente reflete o aumento do custo de vida da classe trabalhadora?
Controlar preços é receita para o desastre.
4. Maquiagem das contas públicas
Qual o déficit orçamentário do governo? Com ou sem os dividendos do BNDES? Com ou sem os restos a pagar? A dívida líquida desce, mas a dívida bruta só sobe? Qual importa?
Transparência não é o forte deste governo. E as contas públicas estão cada vez menos inteligíveis. Querem esconder os sintomas, mas a doença permanece intocada. O quadro fiscal está cada vez mais preocupante, e maquiar o problema só piora a situação.
5. Estatais
Esse item mereceria uma lista própria, pois a quantidade de estatais sendo usadas para condução da política do governo é infindável.
Seja a Petrobras tabelando preços do petróleo em território nacional, seja a Eletrobras destruindo seu próprio caixa ao reduzir as tarifas de maneira populista, seja o BNDES direcionando crédito subsidiadoaos campeões nacionais eleitos pelo governo, o uso político de empresas importantes à economia nacional é temerário.
Já vimos esse filme antes. E nos custou muito caro. Os prejuízos começam a avolumar-se. Em algum momento a conta irá chegar e, como sempre, quem paga são os mais pobres, com juros e correção monetária.
6. Falta de Investimentos
Uma economia só cresce de forma sustentável com aumento de produtividade. E para isso é preciso poupança e investimentos, duas varáveis que despencaram no governo Dilma.
Especialmente no setor privado, falta confiança e regras claras para poder investir. O enorme programa de concessões está sendo um fracasso. As excelentes oportunidades na área de infraestrutura permanecem sem serem aproveitadas. E não é por falta de apetite dos investidores (domésticos e internacionais).
Com infraestrutura precária, o custo Brasil inviabiliza diversos investimentos.
7. Hiperatividade e microgerenciamento da economia
Alguém se lembra quantos pacotes de estímulos foram lançados pelo Ministro Mantega nos últimos anos?  Nada menos do que trinta!
Reduz imposto daqui, sobe acolá, concede subsídios ao setor agrícola, remove isenções do setor XPTO, altera alíquota do IPI temporariamente de forma permanente, estimula a linha branca, desestimula a linha preta, determina a taxa de retorno dos investidores das concessões de infraestrutura, aumenta as tarifas de importação para "estimular" a indústria nacional etc.
É pacote demais e arbitrariedade demais. Como diz o velho ditado: muito ajuda quem não atrapalha. Neste ponto, menos é mais.
8. Crescimento econômico, incerteza e desconfiança
Todos esses pontos geram o pior sentimento possível na economia: a insegurança.
A incerteza sobre o que o governo fará amanhã paralisa os empresários. A incerteza sobre novas políticas gera desconfiança nos investidores internacionais.
A economia patina e os trabalhadores começam a sentir insegurança com relação a sua própria estabilidade de emprego e, consequentemente, adiam compras mais relevantes.
Nesse cenário, crescimento econômico é milagre.
9. Errar é humano, botar a culpa nos outros mais ainda
Aos olhos da equipe econômica, se há alguma patologia na economia brasileira, a culpa é externa.
Ora é a crise financeira, ora é o desaquecimento chinês, ora é a safra agrícola mundial, ora é a política do Federal Reserve, ora são os preços das commodities etc.
Já é passada a hora de olhar para o próprio umbigo.
guido.jpg10. Equipe econômica
Dilma acha que entende de economia, Alexandre Tombini obedece, Guido Mantega é keynesiano e Arno Augustin é marxista.  Deste pecado, decorrem todos os outros.
Adicione uma boa dose de corrupção e uma grande pitada de burocracia e os males da política econômica do governo se tornam ainda piores.
É preciso mudar.  Mudar já.  Mas quem está no comando não concorda com esse diagnóstico.  Desconhecem ou ignoram a doença.  Quem está no comando não quer mudar a fórmula, apenas alterar a dose.  Remédio errado e na dose errada.
No curto prazo, para tentar curar o paciente, só nos resta tentar mudar quem está no comando.

O Sr. Ulrich é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado "Moeda na era digital". Também é autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital".

Não basta ler e afastar ao lado este artigo, dizendo “Isto é o Brasil”; é importante pensar seriamente sobre cada um dos “pecados”. É importante chegar à causa fundamental da nossa sustação para que saber como o retificar.  O Instituto Ludwig von Mises Brasil tem muito mais recursos para ensinar como resolver esses problemas.  Eu recomendo que você pesquise o site dessa organização importante para achar respostas das perguntas suas.

O artigo tem apenas uma linha com que eu não concordo totalmente.  É a frase final: “No curto prazo, para tentar curar o paciente, só nos resta tentar mudar que está no comando”.  Talvez no curto prazo, sim.  Mas essa pessoa não é o problema.  O problema último é o sistema político.  O que deve acontecer é mudar o sistema por substituir um que promulga a liberdade do povo e o mercado aberto e livre sem interferência dos políticos.

 Eu acredito que o povo brasileiro é entre os povos mais industriosos, inteligentes e criativas na Terra. Se for permitido que ser completamente livre, eles também poderiam estar entre os mais prósperos.

domingo, 27 de abril de 2014

Levem-nos!

Qual é o uso das várias placas de PARE aos cruzamentos em Nova Petrópolis? Elas são ignoradas por quase todos os motoristas, incluindo motoristas de ônibus e caminhões. Elas são ignoradas, mesmo que os policiais possam estar em pé na esquina observando o movimento do trânsito no cruzamento. Normalmente, os veículos nem reduzem a velocidade.

Presumivelmente, os sinais estão lá por motivos de segurança, ou seja, para reduzir os acidentes veiculares. Mas se eles são ignorados, se os veículos continuam através das interseções como se os sinais não estivessem mesmo lá, e ainda assim muito poucos acidentes ocorrem em cruzamentos, claramente os sinais não têm efeito sobre a segurança. Ou seja, eles não são necessários.

Se eles são colocados lá para decoração, bem, eles não são muito atraentes. Eu não posso imaginar qualquer motorista dizendo ao seu passageiro, "Ó, olhe lá, veja aquele lindo sinal vermelho octogonal”!
Assim, se não tenham efeito na segurança de trânsito, e não sejam muito atraentes como enfeite, eu sugiro que eles sejam removidos, completamente.

Há um benefício para fazer isso. De um artigo no jornal alemão Der Spiegel, em 2006, há pelo menos sete cidades da Europa que estão eliminando todos os sinais de controle de trânsito.  (Sete anos depois talvez tenham ainda mais cidades que fizeram isso). Planejadores de trânsito europeus estão sonhando com ruas livres de regras e diretivas. Eles querem que motoristas e pedestres se interajam de uma forma livre e humana, como irmãos - por meio de gestos amigáveis, acenos de cabeça e contato com os olhos, sem proibições, restrições e sinais de alerta.

A utopia já se tornou uma realidade em Makkinga, na província holandesa de Frísia Ocidental. Uma placa na entrada para a pequena cidade lê "Verkeersbordvrij" - "livre das placas de trânsito." Carros vão sem pressa sobre pedras de granito cortado com precisão. Placas de PARE e sinais de sentido estão longe de serem vistos. Não há nem parquímetros nem restrições de parada. Não há mesmo quaisquer linhas pintadas nas ruas.

"As muitas regras nos tiram da coisa mais importante: a capacidade de sermos atenciosos. Estamos perdendo nossa capacidade de comportamento socialmente responsável", diz o guru de trânsito holandês Hans Monderman, um dos co-fundadores do projeto. "Quanto maior o número de prescrições, quanto mais o senso de responsabilidade pessoal das pessoas diminui."

Por mais estranho que possa parecer, o número de acidentes reduziu drasticamente. Funcionários da Argentina, Estados Unidos e até mesmo Londres demonstraram interesse no projeto.

Nova Petrópolis anuncia-se como a "Capital de Cooperativismo". Qual a melhor demonstração do cooperativismo do que todos os motoristas que passam pelas ruas da cidade prestando atenção e cortesia para si e para os pedestres – sem nenhuma placa diretiva?

De GremistaBob
Nova Petrópolis

domingo, 16 de março de 2014

OS 1/5 e os 2/5 dos INFERNOS

O seguinte foi enviado pelo nosso amigo e colaborador, Kalil Abrahão:

Durante o Século XVIII, o Brasil-Colônia pagava um alto tributo para Portugal, seu colonizador. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 1/5 da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de “O Quinto”. Esse imposto recaia principalmente sobre a nossa produção de ouro.
O “Quinto” era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam “O Quinto dos Infernos”, e isso virou sinônimo de tudo que é ruim.
A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os “quintos atrasados” de uma única vez, no episódio conhecido como “Derrama”. Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de “Inconfidência Mineira”, que teve seu ponto culminante com a prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira chegou ao final do ano de 2011 a 38%, praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção.
Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente “dois quintos dos infernos” de impostos…
Para sustentar a corrupção? Os mensaleiros, o Senado com sua legião de “Diretores”? A festa das passagens, o bacanal com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar nos Três Poderes?
Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do “quinto dos infernos” para sustentar essa corja, que nos custa o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa!
E Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente…! Repassem… Estaremos, pelo menos, contribuindo para relembrar a História do Brasil e rendendo o reconhecimento à coragem que teve Tiradentes de se insurgir por pagar a metade dos impostos que pagamos hoje…

E não fazemos nada. Deveríamos até nos envergonhar…

Autor Desconhecido

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Se os Homens Fossem Como Formigas

Se os homens fossem como formigas, não haveria nenhum interesse em liberdade humana. Se os homens individuais, como formigas, eram uniformes, intercambiáveis​​, desprovidos de traços de personalidade específicos de sua própria, então quem se importaria se eles eram livres ou não? Quem, de fato, se importaria se eles viveram ou morreram? A glória da raça humana é a singularidade do indivíduo, o fato de que cada pessoa, embora em muitos aspectos semelhante às outras, possui uma personalidade completamente distinta de sua própria. É o fato da singularidade de cada pessoa –  o fato de que duas pessoas não podem ser completamente intercambiáveis – que faz com que cada homem insubstituível e que nos faz importo se ele vive ou morre, se ele está feliz ou oprimido. E, finalmente, é o fato de que essas personalidades únicas necessitam de liberdade para seu pleno desenvolvimento, que constitui um dos principais argumentos para uma sociedade livre.
- Murray Rothbard

Egalitarianism as a Revolt Against Nature, 1974

terça-feira, 2 de julho de 2013

Carta Aberta aos Manifestantes em Nova Petrópolis


Prezado Manifestante em Nova Petrópolis,

Como um preocupado cidadão do mundo e um observador da sua passeata no sábado, 29 junho, tenho alguns comentários para passar para você:

1.     Você está de parabéns por assumir o papel de ativista e colocar-se no meio de um esforço para sensibilizar os cidadãos desta bela cidade.

2.     Fiquei muito impressionado com o grande número de jovens que se uniram na marcha e que ainda teve papéis de liderança. É um sinal muito bom que os jovens do Brasil estão buscando uma mudança política, assim como a juventude em outros países, especialmente os Estados Unidos.

3.       Pelo que entendi, o destino final da passeata foi o edifício em que está localizada a Prefeitura. Eu estava lá quando a multidão chegou. Eu estimei o número de participantes foram cerca de 350. Nada mal para uma primeira tentativa.

4.       Nova Petrópolis tem uma população de aproximadamente 19.500 pessoas. Se houve 350 participantes na marcha, mais que 19.000 pessoas ficaram em casa ou foram para outro lugar. Por quê?  Não estávam interessados? Estavam com medo de uma possível violência? Você e os seus associados precisam descobrir.

5.       Vocês chegaram à Prefeitura e alguns subiram os degraus para fazer discurso à multidão. Onde estava o Prefeito? Onde estava o Vice-Prefeito? Onde estavam os secretários de Saúde, Educação, Segurança Pública (três de suas principais questões). Onde estavam os funcionários da Prefeitura? A porta da frente da Prefeitura pareceu ser trancada. Eles estavam todos atrás da porta, escutando vocês? Ou eles estavam todos no meio da multidão emprestando suas vozes para os aplausos?

6.       Onde estavam os Vereadores? Talvez estavam reunidos em segredo para elaborar uma proposta para reduzir o número deles de onze a cinco, como um dos seus falantes solicitou. Você acha isso?

Bem, foi um bom evento. Você tinha uma escolta policial, para toda a duração da marcha e ambulâncias foram situados por no caso de alguém se machucar. Mas eles não eram necessários; não houve violência, nem mesmo raiva. Tudo estava tranquilo e razoavelmente bem organizado. Algumas das placas de protesto foram feito profissionalmente. Os pontos feitos pelas placas e os falantes eram semelhantes às queixas feitas em outros lugares no Brasil.
Assim, o que acontece a seguir? Obviamente, com a ausência de 98% da população de Nova Petrópolis e os políticos que não estavam ali para ouvir suas queixas, há muito mais trabalho para vocês fazer. Vocês váo voltar a dormir, e deixar a situação atual continuar? Ou foi um primeiro passo sério?

Sugiro que um dos seus próximos passos deve ser a busca pela causa da atual situação política. A maioria das queixas ouvidas ontem foram os sintomas da situação, não a causa. Pensem  nisso  - se vocês estivessem  doente, você pode ir ver um médico para descobrir o que está errado e como curá-la. Se ele diz-lhe para tomar uma aspirina e chamá-lo amanhã, você sabe que ele está apenas tratando os sintomas, para ajudá-lo a se sentir melhor. No tempo, a doença vai voltar. È assim com o governo e a política. Se você lidar apenas com os sintomas do problema, o problema não vai desaparecer. Você deve buscar e descobrir a causa e eliminar isso.
Devo avisá-lo que se você decidir buscar a causa, e você olhar profundamente, pode ser que você descobrirá que a causa real da situação atual é você (e a maioria do resto de seus concidadãos).

Algumas das placas realizadas pelos manifestantes afirmaram que "Estamos mudando o País". Posso assegurar você que 350 manifestantes em Nova Petrópolis não vai mudar o País.
  • Se você quiser mudar o País, primeiro você deve mudar o Estado.
  • Se você quiser mudar o Estado, primeiro você deve alterar o Município.
  • Se você quiser mudar o Município, primeiro você deve alterar o Bairro.
  • Se você quiser alterar o Bairro, primeiro você precisa mudar si mesmo. Isso você pode fazer.
Desejo-lhe muito sucesso. Vai com Deus.

GremistaBob

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Liberdade Não É Produto de Constituições


Liberdade, como as pessoas desfrutavam nos países democráticos da civilização ocidental nos anos do triunfo do antigo liberalismo, não era um produto de constituições, declarações de direitos, leis e estatutos. Esses documentos destinaram apenas a salvaguardar a liberdade e o arbítrio livre, firmemente estabelecida pelo funcionamento da economia de mercado, contra invasões por parte dos políticos. Nenhum governo e nenhuma lei civil podem garantir e criar liberdade, exceto em apoiar e defender as instituições fundamentais da economia de mercado. Governo sempre significa coerção e compulsão e é, por necessidade, o oposto da liberdade. Governo é um garante da liberdade e é compatível com a liberdade somente se o seu alcance é restrito adequadamente para a preservação da liberdade econômica. Onde não há economia de mercado, as disposições mais bem-intencionadas das constituições e das leis permanecem inúteis.
Ludwig von Mises – Human Action (1945)

O Dr. Ludwig von Mises foi um dos economistas e filósofos mais importantes do século vinte.  Aprende sobre ele e os ensinos dele no site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.  

domingo, 7 de abril de 2013

Porque Os Políticos São Isentos


No fim do posto antecedente, eu perguntei: “Como é que as normas aprovadas pelo governo contra roubo, fraude, e falsificação são aplicáveis a nos, mas não se aplicam a eles (os políticos)?” Uma resposta parcial a essa pergunta foi providenciada sucintamente e racionalmente por Dr. Hans-Hermann Hoppe:

O tradicional, pré-moderno estado-forma é a de uma monarquia (absoluto). O movimento democrático foi dirigido contra os reis e as classes de nobres hereditários. Monarquia foi criticada como sendo incompatível com o princípio básico da "igualdade perante a lei." Ela baseia-se no privilégio e foi injusto e explorador. Democracia deveria ser a saída. Em abrir a participação e a entrada em estado-governo para todos em igualdade de condições, assim os defensores da democracia alegaram, igualdade perante a lei se tornaria realidade e a verdadeira liberdade reinaria. Mas tudo isso é um erro grande.

Na verdade, na democracia todos podem se tornar rei, por assim dizer, não apenas um círculo privilegiado de pessoas. Assim, em uma democracia os privilégios pessoais não existem. No entanto, privilégios funcionais e funções privilegiadas existem. Os funcionários públicos, se eles agem em uma capacidade oficial, são disciplinados e protegidos por "direito público" e, assim, ocupar uma posição privilegiada vis-à-vis as pessoas agindo sob a autoridade de mero “direito privado”. Em particular, os funcionários públicos estão autorizados a financiar ou subsidiar suas próprias atividades por meio de impostos. Ou seja, eles estão autorizados a participar, e vivem por meio de, o que nas relações privadas entre sujeitos de direito privado é proibido e considerado "roubo" e "despojo roubado." Assim, o privilégio e a discriminação legal – e a distinção entre governantes e súditos - não vai desaparecer sob a democracia.
Este comentário foi cotado de uma entrevista com Dr. Hoppe que apareceu em The Daily Bell em 27 de março, 2011.  Dr. Hoppe é o principal proponente no mundo do conceito da Sociedade de Direito Privado. Ele é aposentado como professor de economia do Universidade de Nevada, Las Vegas, é fundador e presidente do Property and Freedom Society, e atualmente mora em Istambul, Turquia.

GremistaBob

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O Governo Não Tem Dinheiro


O governo não tem dinheiro.
"O que?", você diz. "Como ele faz todas essas coisas ‘maravilhosas’? Como é que paga as contas dele?"

O que eu quis dizer é que o governo não tem dinheiro próprio. Cada centavo que o governo gasta é realmente o SEU dinheiro e MEU dinheiro, o dinheiro que o governo obteve de nós.
Um dos jeitos que o governo obtém dinheiro de nós, é claro, é por meio de impostos. Nós sabemos tudos sobre impostos, né. O governo – qualquer governo – diz, na realidade: "Precisamos dinheiro, por isso dê-nos o seu". Se você se recusar, junto vem a polícia e o leva para a cadeia. Você diz: "Eles realmente não fazem isso. Eu pago meus impostos quando eles me dizem para pagar”. Sim, mas a ameaça de violência tem o mesmo efeito que a violência em si. Assim, não recusamos pagar ao fim de permanecer fora da prisão e ir para a praia.

Se eu venha para você e fale: "Eu preciso de dinheiro, então me dê o seu", e ameaça com violência se você não dê, isso seria roubo. Se eu esteja pego pela polícia fazendo isso, eu seria chamado de criminoso e enviado para a prisão. È verdade?
Outro jeito que o governo – qualquer governo – leva o nosso dinheiro é emprestar dinheiro em nossos nomes. Eles têm muitas maneiras de fazer isso, uma das quais é a de venda de títulos ou obrigações, para pessoas ricas no país ou em outros países. Eles não nos dizem em voz alta que eles estão fazendo isso, mas estão obrigando-nos a pagar os juros e o principal sobre os empréstimos, ou obrigações. Para fazer isso, eles tomam mais dinheiro de impostos.

Se eu fizesse isso, ou seja, se eu emprestasse dinheiro para comprar um carro e obrigasse você, sem o seu conhecimento ou permissão, para pagar os juros e o principal do empréstimo, isso seria chamado de fraude. Se eu fosse pego, eu seria chamado de criminoso e enviado para a prisão. É verdade?
Um terceiro jeito que o governo – qualquer governo – toma o nosso dinheiro é mais sutil. Eles imprimem dinheiro a partir do nada substantivo. Eles só prosseguem imprimi-lo. O novo dinheiro, impresso pelo banco central, é, então, depositado em bancos grandes do país. Os grandes banqueiros, ficando com o novo dinheiro em primeiro lugar, podem emprestá-lo a seus amigos que podem, então, comprar coisas aos preços baixos de hoje. Mas pelo tempo que o dinheiro ficar circulado seu valor caiu com o resultado que os preços de bens aumentaram mais altos, chamado inflação. Assim, seus amigos têm a vantagem do dinheiro novo e os preços baixos enquanto o resto de nós, então, tem que pagar preços mais elevados.

Se eu fizesse isso, ou seja, se eu imprimisse dinheiro, o dinheiro não apoiado por nada substantivo, isso seria chamado de falsificação, uma operação ilegal. Se eu estivesse pego, eu seria chamado de criminoso e enviado para a prisão. É verdade?
Então, minha pergunta é esta: Como é que as normas aprovadas pelo governo contra roubo, fraude, e falsificação são aplicáveis a nós, mas não se aplicam a eles? Pense nisso.

GramistaBob

domingo, 25 de novembro de 2012

Amor, Liberdade, e o Estado


por Dr. Robert Higgs


Amor e liberdade são os blocos básicos de construção com que as pessoas decentes construírem uma boa vida para si mesmo.
O amor toma muitas formas – nas relações pessoais, no trabalho e outros empreendimentos criativos, na caridade para os necessitados, em compromissos espirituais que dão sentido mais profundo para a vida em meio dos seus inevitáveis ​​desafios e perdas. O amor dá-nos uma razão para continuar, apesar de desânimos e dificuldades, para continuar a tentar fazer ainda outro retorno depois de ter sido esmagado no corpo ou no espírito.
Liberdade fornece os espaços que precisamos para expressar nosso amor, para perseguir nossas paixões em relação a onde e como vivemos, para escolher livremente os nossos objetivos e persegui-los como pensamos que é o melhor, de praticar as artes e profissões que o mais nos atraem, para alocar nossos recursos pessoais e materiais como quisermos ao serviço de nossos próprios fins, para viver sem sentir uma necessidade constante de olhar sobre nossos ombros, para que não incorrer na ira de um funcionário do estado ou de um policial em busca de sua próxima vítima.

Se tivermos amor e liberdade, outras coisas surgem naturalmente, pelo menos, tão naturalmente como as leis da natureza, da sociedade e da economia permitem. Liberdade nos dá margem de manobra como construímos nossas vidas de acordo com os nossos amores.

Não é de admirar que a natureza essencial do Estado acarrete a sua frustração de amor e liberdade – não, pior ainda – a sua criação e promoção de opostos exatos deles.
Estados prosperam no ódio. No próprio estabelecimento deles, através da conquista e pilhagem dos povos conquistados, fazem-se de ódio por sua violência e crueldade. No curso de suas histórias pós-conquista, quando os bandidos anteriormente ambulantes descobriram que banditismo estacionário pago melhor do que pilhagem bata-e-corra, eles mantém suas ameaças odiosas de violência constantemente sobre as cabeças de seus súditos para garantir que ninguém ousa resistir sua regra ou suas exigências de tributo e humilhação.

Após a democracia entra em cena, e os partidos políticos formar coligações para assumir o controle dos poderes do Estado, os partidos provocam e ampliam o ódio, ao fim de atrair e manter membros leais. Eles repisam constantemente em como o elemento primordial em cada questão política reduze a uma questão de "nós" contra o odiado "eles". Divisão societal e conflito formam o solo fértil em que plantar as suas propostas venenosas para roubar "eles" e dividir os despojos entre "nós". Assim, por manter a panela de conflitos de (em grande parte artificial) classe, de grupo, de seccção, e de raça fervendo, os partidos políticos democráticos despedaçam o amor que pode crescer entre as pessoas cooperativas e pacíficas que trabalham em conjunto para benefício mútuo e substituí-lo por tumulto espiritual e desprezo inquieto para todos fora dos limites arbitrários do partido.
É claro, que quase não precisa ser dito que este tipo de ódio organizado anda de mãos dadas com os ataques do Estado sobre as liberdades das pessoas. Alguns desses ataques visam prejudicar os "outros" fora da coalizão reinante, mas alguns deles ironicamente danificar quase todos ao serviço de aumentar o poder e esplendor do Estado, sempre em ordem (ou assim os governantes afirmam), finalmente, para servir o interesse geral do público ou para ganhar alguma vantagem grande para a nação inteira, ou pelo menos para todos exceto os membros de minorias impopulares.

Em meio da desonestidade, violência, ódio inerente na regra de um Estado, quer sob a democracia ou alguma outra ordem política, as pessoas decentes perder a liberdade de expressar o seu amor em formas pacificas, criativas e produtivas. Como um músculo, o amor não exercido tende a atrofiar.  Sociedades dominadas pelo Estado são sempre cheias de ódio e rancor; eles se transformam indivíduos uns contra os outros em maneiras inumeráveis como eles esmagam as liberdades que permitem os jogos de soma positiva proliferar e em vez disso. Estabelecem os jogos de soma negativa em que se um homem não esmagar seu companheiro, aquele companheiro vai esmagar ele. Inveja e suspeita ficam desenfreadas. As boas naturezas alegres que desenvolvem rapidamente e se sustentam entre as pessoas pacíficas, livres e prósperos murchar. O mundo todo se transforma em Alemanha Oriental.
Amor e liberdade são fundamentalmente incompatíveis com a existência e funcionamento do Estado. Esta relação existe não porque os estados começam bem e, eventualmente, tornam-se mal, mas porque o Estado é intrinsecamente uma organização cuja criação e funcionamento se baseiam na violência e pilhagens, que por sua vez promovem o ódio e a negação de liberdades. Assim, sob o governo do Estado, as tentativas de pessoas decentes de construir uma boa vida para si encontram uma infinidade de obstáculos colocados em seu caminho por funcionários do Estado apoiados por coalizões reinantes. Intelectuais inumeráveis argumentaram que, se o Estado faría apenas X, Y ou Z, criaria uma vida boa possível para as massas. Tal raciocínio voa na face da própria natureza do Estado. As pessoas sensatas não convidaria uma víbora para viver em suas casas, muito menos para torná-las mais feliz.

Robert Higgs é membro sênior em economia política para o Instituto Independente (EUA) e editor do The Independent Review.  Ele é o recipiente dm 2007 do Gary G. Schlarbaum Prêmio por Lifetime Achievement na Causa da Liberdade 

domingo, 9 de setembro de 2012

A Irracionalidade Econômica do Estado


Recentamente no artigo do Sr. Frank Shostak (É a Inflação sobre o Aumento dos Preços em Geral?) temos visto que o Estado, através o banco central, é a causa de inflação.  Com isso, o Estado sistematicamente rouba os cidadãos do poder de compra por imprimir dinheiro de nada.  Também, no artigo pelo Sr. Lysander Spooner (Lei Natural), vimos que o Estado, em violação da Lei Natural, cria legislação que tira as liberdades e escravazida os cidadãos.
Liberdade e Economia são interligadas.  Agora, vamos aprender porque o Estado fica irracional economicamente.  O artigo seguinte, por Eric Englund, mostra que o Estado não tem como alocar recursos raciociniologicamente, e por isso, a natureza do Estado é antieconômica.
Sr. Eric Englund tem um MBA da Boise State University e é um subscritor caução. Ele mora no estado do Oregon, EUA. Ele é o editor de O Guia de Sobrevivência de Hiperinflação pelo Dr. Gerald Swanson.  Este artigo apareceu em Inglês no site do Instituto Ludwig von Mises.

Vamos apresentar este artigo em duas partes.  A segunda parte aparecerá no sábado, 21 de setembro.  O artigo inteiro está postado na página de Economia.

A Irracionalidade Econômica do Estado (Parte 2)

Por Eric Englund


"A verdade é que o Estado é uma conspiração concebida não apenas para explorar, mas acima de tudo para corromper seus cidadãos." - Leo Tolstoy

 "Ninguém está mais irremediavelmente escravizado do que aqueles que falsamente acreditam que são livres" - Johann Wolfgang von Goethe
Cálculo Econômico

O que é o cálculo econômico e por que é importante? Em Ação Humana, o Ludwig von Mises sucintamente responde a estas perguntas:
A tarefa que o homem que age quer alcançar pelo cálculo econômico é estabelecer o resultado de agir, contrastando entrada e saída. Cálculo econômico ou é uma estimativa do resultado esperado da acção futura ou o estabelecimento do resultado da ação passada. Mas este último não tem um objectivo meramente histórico e didático. Seu significado prático é para mostrar o quanto alguém é livre para consumir sem prejudicar a capacidade futura de produzir. É em relação a este problema que as noções fundamentais do cálculo econômico - capital e rendimento, ganhos e perdas, gastos e poupança, custo e produtividade - são desenvolvidos. O emprego prático destas noções e de todas as noções derivadas deles está inseparavelmente ligado com o funcionamento de um mercado em que os produtos e serviços de todas as ordens são trocadas por um meio universalmente utilizado de troca, viz, Dinheiro. Eles seriam meramente acadêmicos, sem qualquer relevância para agir dentro de um mundo com uma estrutura diferente de ação.
Num território onde as instituições da propriedade privada e do dinheiro confiável são honrados, todos os bens e serviços podem ser trocados de forma coerente no mercado livre. Sob estas condições, os preços em dinheiro surgem para ambos os bens de consumo e bens de produção. Os preços de bens de produção são um derivado dos preços de bens de consumo, com os preços dos bens de produção emergente através de imputação de preço.
Com a propriedade privada dos meios de produção, uma economia pode florescer. Os empresários podem tomar decisões de negócios racionais e sujeitar essas decisões para o teste de lucros-e-perdas:
O cálculo monetário é a estrela guia de ação sob o sistema social de divisão do trabalho. É a bússola do homem de embarcar em produção. Ele calcula, a fim de distinguir as linhas rentáveis ​​de produção de que não eram rentáveis, aqueles de que os consumidores soberanos provavelmente aprovarão daqueles que estão propensos a desaprovam. Cada passo da atividade empresarial está sujeita ao escrutínio cálculo monetário. A premeditação da ação planejada se torna precalculação comercial de custos esperados e resultados esperados. O estabelecimento retrospectivo dos resultados da ação passada torna-se contabilização de ganhos-e-perdas.
 Uma ferramenta empresários usam para determinar o sucesso ou o fracasso das ações passadas é uma demonstração financeira, que inclui um balanço e uma demonstração de lucras-e-perdas. É importante entender que todas as entradas no balanço e demonstração de lucras-e-perdas são expressas em termos de dinheiro. Um empresário pode correlacionar diretamente se sua base de capital da empresa (ou seja, o patrimônio líquido da empresa, conforme refletido no balanço) está se expandindo ou contraindo dependendo se a empresa deu lucro ou fez uma perda. Cálculo monetário auxilia um homem de negócios na decisão de manter ou alterar um plano de negócios baseado em satisfazer o sempre soberano consumador.
Em negócios, uma empresa privada pode avaliar a demanda por seus produtos através de seu volume de vendas. Usando os princípios contábeis geralmente aceitos (GAAP), as vendas são registradas como a entrada de topo de uma declaração de rendimentos (também conhecido como uma demonstração de lucros e perdas), utilizando o termo "receitas". As receitas são geradas através de trocas voluntárias de dinheiro, de clientes, em troca dos produtos vendidos aos clientes. A empresa vai saber rapidamente se houver uma demanda por seu produto - por se as vendas ou não se concretizem ou sejam significativamente abaixo das expectativas, em seguida, a receita da empresa irá refletir essa falta de demanda do cliente. A quebra das receitas, por sua vez, provavelmente revelará uma empresa com um modelo de negócios não rentáveis ​​em que as receitas falham de cobrir custos de produção e despesas gerais. Assim, o resultado irá revelar uma perda líquida. A base de capital da empresa irá diminuir como resultado dessa perda.
A declaração de renda de GAAP, para uma empresa privada, seria parecida com o seguinte:
·         Receita
·         Custo da Receita Ganhada
·         Lucro Bruto
·         Despesas Gerais e Administrativas
·         Lucro líquido das operações
·         Outras Receitas (ou Despesas)
·         Lucro (ou Prejuízo)
·         Lucros Acumulados, Início do Ano
·         Lucros Acumulados, Fim de Ano
Se a empresa transforma um lucro líquido, os seus lucros vão aumentar, resultando em um aumento da base de capital da empresa. Se a empresa se ​​torna uma perda líquida, em seguida, o lucro acumulado vai encolher e isso resulta na diminuição de sua base de capital. Esta é a elegância da calculacão econômica.

O Estado não Pode Calcular

Todos os estados são construções extramercado e estão sempre e em toda parte incapazes de cálculo econômico. Sem o teste de lucros-e-perdas, com a propriedade privada sendo um pré-requisito, o socialismo não permite uma economia a emergir. Socialismo é, portanto, irracional. Se um estado permite o posse de propriedade privada no seu território, e uma economia de livre mercado emerge, não se segue que tal estado é racional. Por tal estado é incapaz da forma racional de alocação de recursos sob o seu comando, como entidades públicas não têm a capacidade de medir o seu desempenho através do teste de lucros-e-perdas. Entidades públicas, em última análise, dependem de coerção e roubo para financiar a si mesmos e seus programas. Por isso, a mentalidade dos burocratas é política e não econômica em caráter.
Num mundo de escassez, a alocação racional de recursos é fundamental para sustentar a vida humana. Para aqueles de uma mentalidade política, devemos esperar racionalidade e lógica com relação a questóes de economia?
Comportamento racional seria divorciado da fundação mesmo em que é seu próprio domínio. Haveria, na verdade, ou qualquer tal coisa como comportamento racional em todos, ou, de fato, tal coisa como a racionalidade e a lógica no pensamento em si? Historicamente, a racionalidade humana é um desenvolvimento da vida econômica. Poderia, então, obter quando se divorciou dela? (Mises)
Nos estados em que a propriedade privada é permitida, existe uma falsa percepção de que os burocratas estatais pode, racionalmente, alocar recursos. Isso é uma ilusão impingida num público crédulo. Se uma entidade pública tem um superávit, ela é louvada como sendo operado de forma responsável. Se a entidade pública é deficitária, é visto como um problema que deve ser corrigido pelos burocratas responsáveis.

Contabilidade pública faz medida de receitas e despesas. No entanto, não há nenhum teste de lucros-e-perdas, precisamente porque um estado ou entidade pública não é um fenômeno do mercado. Contabilidade pública, portanto, é puramente autoreferencial, em que agentes estaduais desejam saber se o dinheiro está sendo suficiente escumado de seus súditos para permanecer viável. Contabilidade pública também proporciona um ar de respeitabilidade em que as entidades públicas querem promover a ilusão de prestação de contas à população. Os objetivos da contabilidade pública são transmitidos como se segue:
Objetivos tradicionais
·         Para fornecer um resumo financeiro
·         Para permitir comparações detalhadas passar a ser feito com o orçamento
·         Para permitir a identificação de gastos para garantir que ele está em conformidade com a lei e outras autoridades judiciais
·         Para fornecer a base para os objectivos orçamentais próximos
Objetivos modernos
·         Para informar os interessados ​​sobre a situação financeira do governo
·         Para fornecer possíveis investidores com informações sobre o mérecimento de crédito
·         Para auxiliar a tomada de decisões
·         Para identificar os ativos e passivos
·         Para facilitar a transparência democrática
Nota tais termos e conceitos como a conformidade com a lei, orçamento, as partes interessadas, merecimento de crédito, transparência e democrática; jogar o termo "sustentabilidade" e a perfeição de relações públicas terá sido alcançada.

Serviços mais frequentemente associados com o setor público são a proteção pela polícia, segurança, sistema jurídico, estradas, defesa nacional, e a produção de dinheiro. É claro, existem inúmeros programas sociais, tais como Segurança Social e Medicare (INSS) - mas estes não são serviços em que são puras transferências de riqueza.

Para reiterar, porque as receitas de um estado são geradas através de coerção, através de tributação, não há nenhuma maneira de medir qualquer demanda orgânica para os serviços que o Estado oferece para a sua população. Sem uma medida legítima para medir a demanda por serviços de um estado, já que não há conexão entre a demanda e as receitas (como existe na iniciativa privada), um estado não tem absolutamente nenhuma forma de calcular se está racionalmente alocando os recursos.

Segue-se também que, porque os serviços do Estado não podem ser testados contra as métricas de demanda orgânica, então é impossível para os burocratas do Estado saber se eles estão atendendo às necessidades mais urgentes da população, é impossível para os impostos agir como um substituto para as receitas geradas pelo mercado. Somente as receitas com base no mercado servem para fornecer os sinais de quanto e qual tipo de serviços são, na verdade, exigida pelo povo.

Nos Estados Unidos, por exemplo, materializou uma rede de entidades públicas – municipais, estaduais e nacionais – que parasitariamente se presou  a uma sociedade do mercado – desviando os recursos de distância de onde inúmeras pessoas privadas teriam dirigido de outra forma seu próprio dinheiro e recursos. Quantas bombas inteligentes, drones, aviões de combate, bases militares, policiais, juízes, assistentes sociais, espiões da CIA e agentes do IRS (Receita Federal) são exigidos por John Q. Public? Seja ou não uma entidade pública tem um superávit ou um déficit não responde a esta questão. Porque um Estado não é um fenômeno de mercado, apesar de ele ainda pode ser capaz de medir as suas despesas usando preços que surgiram no mercado livre, nunca pode medir a demanda por seus serviços porque a receita principal é derivada de roubo e não de demanda livre do mercado. Esta rede de entidades públicas, portanto, serve para má alocar os recursos em uma escala enorme.

Dinheiro Controlado pelo Estado contra o Mercado Livre

Pelo teorema de regressão de Ludwig von Mises,
Dinheiro, em qualquer sociedade, só pode se estabelecer por um processo do mercado emergente de escambo. O dinheiro não pode ser estabelecido por um contrato social, por imposição do governo, ou por esquemas artificiais propostas pelos economistas. O dinheiro só pode emergir, "organicamente", por assim dizer, fora do mercado.
Ao contrário do que os funcionários públicos e estatistas afirmam, não há nenhuma lei econômica que proíba a produção privada de dinheiro, sem falar de serviços de segurança, de defesa, a justiça, e estradas. No entanto, os governos, sendo as empresas criminosas que são, conseguiram suplantar dinheiro com base no mercado (ouro e prata) com papel-moeda irresgatável.

Com o surgimento do Estado veio o processo multi-sécula dos governos ganhar controle sobre os sistemas monetários. Tais usurpações começaram tipicamente com o estado apreendendo controle absoluto do negócio de cunhagem - com o estado nomeando a unidade monetária para separá-la do peso de base da moeda (o que abre as portas para a degradação da cunhagem). O passo seguinte foi para os estados para decretar leis de legal-concurso que ditam o que o dinheiro poderia ser. Como substitutos do dinheiro foram levados em uso generalizado, nos últimos séculos, os governos deu aos bancos o privilégio de suspensão do pagamento em espécie. Tudo isso preparou o terreno para introduzir os bancos centrais dentro da cena, em que os governos concedem bancos centrais um monopólio sobre a nota da emissáo.
Diretamente devido aos efeitos de um banco central, bolhas do mercado de ações surgiram nos Estados Unidos na década de 1920, a de 1980, e os anos do fim do 1990 / início de 2000. Cada bolha foi alimentada pelo política de dinheiro-fácil do Federal Reserve e levou diretamente à Grande Depressão, o quebra recorde da bolsa de 1987, e do quebra da bolha da Nasdaq / dot-com, que implodiu durante o período de 2000-2001.  A teoria austríaca do ciclo de negócios fornece a única explicação para esses altos e baixos. Como Roger Garrison explica,
A teoria austríaca do ciclo de negócios emerge diretamente a partir de uma simples comparação de cresciment induzido por poupança, que é sustentável, com um boom induzido por crédito, que não é. Um aumento da poupança por indivíduos e uma expansão do crédito orquestrada pelo banco central colocou em marcha processos de mercado cujos efeitos alocacionais iniciais na estrutura do capital da economia são semelhantes. Mas as últimas conseqüências dos dois processos estão em forte contraste: Poupança nos deixa crescimento genuíno; expansão do crédito nos deixa altos e baixos.
Famosamente, após os ataques de 9/11, o presidente do Federal Reserve Alan Greenspan reduziu a taxa dos fundos federais (que se situou em 6,5 por cento em novembro de 2000) para 1 por cento em julho de 2003. A taxa de fundos federais ficou em 1 por cento até Junho de 2004. Tais taxas de juros artificialmente baixos estimularam uma bolha imobiliária como habilitado pelas empresas patrocinadas pelo governo, Fannie Mae e Freddie Mac.
Frank Shostak eloqüentemente descreve como política monetária frouxa foi a causa próxima da bolha imobiliário norte-americano:
Podemos definir uma bolha como atividades que brotam na parte de trás da política frouxa monetária do banco central. Em outras palavras, na ausência de injeção monetária essas atividades não iriam surgir. Desde bolhas não são auto-financiados, seu surgimento deve vir à custa de várias atividades de auto-financiados ou produtivos. Isso significa que menos financiamento  real é deixado para as atividades produtivas, que por sua vez compromete a essas atividades. Em suma, a injeção monetária dá origem à má alocação de recursos, que, normalmente se manifesta através de um aumento relativo de atividades não-produtivas contra as atividades produtivas.
Assim, a desilusão de massa que um produto consumidor durável em longo prazo, como uma casa, vai aumentar de preço, ano após ano, emanou diretamente de injeção monetária do Federal Reserve. A suposição idiótica que os preços da habitação nunca cairiam demonstra que o dinheiro fácil certamente levou a uma aglomeração enorme de erros, culminando em um busto terrível no mercado imobiliário.
Em setembro de 2008, a política do Federal Reserve de dinheiro fácil voltou para ficarr, quando grandes instituições financeiras americanas reconheceram que seus balanços estavam em frangalhos. Empréstimos irresponsáveis ​​para hipotecas levaram à proliferação de inadimplência hipotecária. Porque Wall Street tinha se transformado em uma máquina de securitização de dívida das hipotecas e balanças de instituições financeiras americanas foram recheado de tais títulos lastreados em hipotecas - cujos preços caíram vertiginosamente, devido à inadimplência acima mencionada – bancos do centro de dinheiro e empresas de grande poder de Wall Street foram trazidos para os seus joelhos.
Em 14 de outubro de 2008, o governo dos EUA anunciou uma série de iniciativas para fortalecer a estabilidade do mercado, melhorar a resistência das instituições financeiras, e aumentar a liquidez do mercado. . A iniciativa principal foi  o Programa de Alívio de Ativos Prejudicados [Troubled Asset Relief Program (TARP)], em que o secretário do Tesouro gastaria tanto quanto 700 bilião de dólares em duas parcelas para a compra de papel podre, como derivativos lastreados em hipotecas, de bancos e outras instituições financeiras .
Titãs de Wall Street, como o Citigroup, Goldman Sachs e JPMorgan Chase, inicialmente sentiu a dor do colapso económico de 2008. Entanto, porque essas instituições financeiras foram consideradas "grandes demais para falir", o secretário do Tesouro Hank Paulson fez com que esses monstros insolventes foram socorridos à custa da Main Street (as contribuintes de impostos). Conclui Robert Murphy,
O TARP era torto desde o início, utilizando fundos públicos para salvar algumas das pessoas mais ricas do mundo por causa de seus próprios investimentos tolos As alegações de que isso  ganhou o dinheiro para os contribuintes são infundadas.  Ainda pior, TARP ensinou banqueiros de investimento uma lição importante: Durante um boom, ganhar dinheiro, tanto quanto você pode, não importa quão curto prazo os lucros serão. Quando a bolha estourar, o Tesouro e o Fed vai estar lá com um travesseiro pago pelo contribuinte.
Quando o governo controla o dinheiro, através de um banco central, combinado com o poder de tributar, as actividades criminosas realizadas pelo estado pode ser nada menos do que audaciosas e extremamente prejudiciais.
Sob um mercado livre, onde as moedas de ouro e prata são cunhadas privada e usado como dinheiro, esses ciclos econômicos induzidos pelo estado, como exemplificado pela bolha de habitação da América, não poderiam surgir. Inversamente, quando o empreendimento criminoso, conhecido como o estado, controla a produção de dinheiro, a história ilustra como economicamente destrutivos o Estado pode ser.
Conclusão
Como um estado cresce, o mercado livre torna-se prejudicada e recua. Porque todos os estados são incapazes de racional alocação de recursos sob o seu comando, logicamente, que o estado de total deve extinguir uma economia completamente. Quando Cálculo Econômico na Comunidade Socialista foi publicado, Mises "artigo seminal de revista em 1920 sobre a impossibilidade do cálculo econômico sob o socialismo era a crítica mais importante já apontada para o socialismo". Fundamental para essa crítica era a absoluta necessidade da propriedade privada dos meios de produção.
Ludwig von Mises, portanto, era um defensor feroz da posse de propriedade privada. Pois, sem propriedade privada, uma economia não pode surgir:
É uma ilusão imaginar que num estado socialista cálcuo in natura pode tomar lugar de cálculo monetário. Cálculo in natura, numa economia sem a troca, pode abraçar apenas bens de consumo, mas completamente falha quando se trata de lidar com os bens de uma ordem superior. E assim que alguám desista a concepção de um preço livremente monetário estabelecido para os bens de uma ordem superior, a produção racional torna-se completamente impossível. Cada passo que nos afasta da propriedade privada dos meios de produção e do uso de dinheiro também nos afasta da economia racional. (Ênfase no original)
Mises, no entanto, não olhou o socialismo como roubo sistematizado. Se ele tivesse tido conhecimento do tratamento brutal a União Soviética de kulaks durante seu processo de coletivização, é possível que ele teria mudado de idéia. Por O Livro Negro do Comunismo,
Recentes pesquisas nos arquivos recém-acessíveis confirmou que a coletivização forçada do campo foi de fato uma guerra declarada pelo Estado Soviético em uma nação de pequenos agricultores. Mais de 2 milhões de camponeses foram deportados (1,8 milhões em 1930-31 sozinho), 6 milhões de pessoas morreram de fome, e centenas de milhares de pessoas morreram como resultado direto de deportação.
Informação chocante como pode ter abalado Mises em apreender que todos os Estados, por definição, existem com base em roubo sistematizado e violência. Por sua vez, qualquer entidade cuja existência mesma depende de roubo sistematizado e coerção deve inerentemente má alocar os recursos e destruir capital. Em um mundo de escassez, tal instituição deve ser considerada anti-humano e irracional. O socialismo, portanto, não é o problema, o Estado si mesmo é.
Mises, com certeza, tinha sérias dúvidas sobre o Estado:
Propriedade privada cria para a individual uma esfera em que ele está livre do Estado. Ela define limites para a operação da vontade autoritária. Ela permite que outras forças surgir lado a lado e em oposição ao poder político. Assim, torna-se a base de todas as actividades que são livres de interferência violenta por parte do estado. É o solo em que as sementes da liberdade são alimentadas e em que a autonomia do progresso individual e, finalmente, todos os progressos materiais e intelectuais estão enraizados.
Inerente à propriedade privada é o direito de autopropriedade, "um direito realizada por todos em virtude de ser um ser humano." Cada pessoa, em outras palavras, tem um direito de propriedade sobre seu próprio corpo. Ao estender a visão de Mises da propriedade privada para o corpo de cada pessoa, a esfera em que a humanidade se maximizar a liberdade juntamente com o progresso intelectual e material estaria onde nenhum estado existe.
 
O editor acredita que os princípios de economia, liberdade, e lei natural são intimamente vinculados.  Por isso, é vitalmente importante que entendemos estes princípios e realizar eles em nossas vidas diariamente.  Encorajo o leitor ler e estudar os artigos neste blog.  São escrtitos por alguns dos melhores professores no mundo.  Aproveite!!!